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Movimento Pró-Angra 3: Sticpar na luta pela construção da usina nuclear Angra 3

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O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de Angra dos Reis (Sticpar) é um dos fundadores do movimento Pró-Angra 3. O movimento foi iniciado em 2005 com a participação do Sticpar e da Associação dos Trabalhadores da Central Nuclear de Angra (Acena) e lançado no dia 1° de maio daquele ano, num evento público na praia do Anil, no Centro de Angra dos Reis.
Já na ocasião, as entidades que sempre defenderam a retomada das obras de construção da terceira usina nuclear brasileira já apresentaram à população da região, as justificativas para a conclusão do empreendimento iniciado na década de 70 e que previa três usinas nucleares no país.
Além da geração imediata de milhares de empregos, preocupação principal do Sticpar, foram apresentados ainda como argumentos, o fato de que mais de 70% dos equipamentos da nova usina já estavam adquiridos e oneravam o Estado com investimentos altos em manutenção. A confiabilidade e a segurança na operação das usinas Angra I e Angra II também justificavam este investimento, que será de quase US$ 1,8 bilhão.
O Sticpar sempre acreditou que a retomada da construção de Angra 3 garantiria ao país também, um salto tecnológico e de soberania, reduzindo a dependência da energia hidráulica num dos principais centros consumidores do país e diversificando a matriz energética brasileira. Angra I e Angra II geram 55% da energia elétrica consumida no Estado do Rio de Janeiro.
Desde a sua fundação, o movimento Pró-Angra 3 realizou diversas atividades e eventos e participou de inúmeras discussões e audiências públicas, apresentando sempre sua posição favorável à unidade. Em junho de 2007, o Sticpar e integrantes do movimento foram inclusive a Brasília para defender o projeto, antes da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) onde, por oito votos a um, a construção de Angra 3 foi mais uma vez aprovada.
Dias antes, durante o batizado da plataforma P-52, da Petrobras, no estaleiro Brasfels, em Angra, quando o presidente Lula esteve na cidade, integrantes do movimento fizeram questão de enviar ao presidente, manifestação também favorável à nova usina.
Graças à atuação do Movimento Pró-Angra 3 e de vários outros atores, lideranças políticas e autoridades, aliadas à decisão política do presidente Lula, a construção de Angra 3 hoje é uma realidade. A obra já percorreu toda a fase de licenciamento, inclusive ambiental e recebeu autorização dos órgãos ambientais e da Prefeitura de Angra, para ser retomada. Com financiamento nacional e do exterior, Angra 3 deve começar a ser construída efetivamente ainda em 2009, coroando assim, a luta do Sticpar e de todas estas entidades. |
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